Crise de ansiedade: o que fazer durante e depois
Por Bruna Duarte, psicóloga CRP 04/62419, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental.
Uma crise pode incluir medo intenso, falta de ar, tontura, tremor e sensação de perda de controle. Esses sintomas assustam, mas também podem ter causas médicas; na dúvida, especialmente na primeira ocorrência, procure avaliação.
Durante a crise
Tente apoiar os pés, observar o ambiente e alongar a expiração sem forçar grandes inspirações. Lembre-se de que lutar contra cada sensação pode aumentar o alerta. Se possível, fique com alguém de confiança.
Depois que passar
Registre o contexto, a duração e o que ajudou. Evitar todos os lugares associados pode ampliar o medo. Crises recorrentes merecem avaliação para compreender fatores físicos, emocionais e comportamentais.
Caminhos possíveis
- Vá para um local seguro e reduza estímulos
- Respire de forma confortável, soltando o ar mais devagar
- Procure urgência em caso de dor forte, desmaio, risco ou sintomas diferentes do habitual
Informação ajuda a reconhecer o sofrimento, mas não substitui uma avaliação individual. Procure apoio profissional quando os sinais persistirem, causarem sofrimento ou interferirem na rotina. Em situação de risco imediato, busque o serviço de emergência da sua região.