Autocompaixão: como reduzir a autocrítica sem perder responsabilidade
Por Bruna Duarte, psicóloga CRP 04/62419, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental.
Autocompaixão não significa dizer que tudo está bem. Ela envolve reconhecer sofrimento e limites sem acrescentar ataques pessoais, criando condições mais estáveis para reparar erros e agir de forma responsável.
Autocrítica e mudança
Frases duras podem dar a impressão de controle, mas frequentemente aumentam vergonha, evitação e desistência. Uma resposta firme e respeitosa descreve o comportamento e o próximo passo sem reduzir a pessoa ao erro.
Uma voz mais equilibrada
Perguntar o que você diria a alguém querido na mesma situação ajuda a encontrar linguagem realista. A resposta não precisa ser positiva; precisa ser justa, específica e útil.
Caminhos possíveis
- Separe o que aconteceu de conclusões globais sobre quem você é
- Nomeie uma reparação possível e proporcional
- Reconheça que dificuldade humana não é exclusividade sua
Informação ajuda a reconhecer o sofrimento, mas não substitui uma avaliação individual. Procure apoio profissional quando os sinais persistirem, causarem sofrimento ou interferirem na rotina. Em situação de risco imediato, busque o serviço de emergência da sua região.